Plano Real, Selic e Copom: a paz cara da moeda brasileira
4 min de leitura · trilha A história do dinheiro
O Plano Real (1994) foi a saída brasileira da hiperinflação — e uma jogada de engenharia monetária admirada no mundo todo. Em vez de só congelar preços (as tentativas anteriores fracassaram), criou-se uma moeda de transição, a URV, que reindexou a economia por alguns meses até que, em 1º de julho de 1994, o real nasceu já estável. A inflação despencou de dois dígitos AO MÊS para um dígito AO ANO em poucos anos.
Pra manter a estabilidade, o país montou a arquitetura que opera até hoje: o Copom (criado em 1996), comitê do Banco Central que se reúne a cada 45 dias pra definir a Selic, a taxa básica; e, desde 1999, o regime de metas de inflação, em que o BC persegue publicamente uma meta medida pelo IPCA. Quando a inflação ameaça a meta, o Copom sobe a Selic; quando cede, corta.
A herança da hiperinflação explica uma marca registrada do Brasil: juros historicamente altos. A memória do calote inflacionário exige prêmio — e essa é a raiz do fenômeno que todo investidor daqui conhece: a renda fixa brasileira paga taxas que investidor de país rico não vê nem em sonho. É também por isso que o Synesis compara seus resultados com o CDI e com o IPCA: no Brasil, o custo de oportunidade e a régua da inflação são altos, e bater essas duas réguas é o jogo de verdade.
Trilha A história do dinheiro · 10 lições
- O que é dinheiro, afinal
- Bancos criam dinheiro (sim, do nada)
- O padrão-ouro e por que ele acabou
- Bretton Woods: o mundo ancorado no dólar
- 1971: o dia em que o dinheiro soltou a âncora
- Por que o mundo ainda aceita o dólar
- O Fed e os bancos centrais: quem pilota a moeda
- Inflação: o imposto que ninguém vota
- Plano Real, Selic e Copom: a paz cara da moeda brasileira
- O que essa história toca na sua carteira
No app (grátis), esta trilha vira uma jornada com quizzes, progresso salvo e lições interativas com documentos reais da SEC e da CVM.
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