1971: o dia em que o dinheiro soltou a âncora
3 min de leitura · trilha A história do dinheiro
Em 15 de agosto de 1971, num pronunciamento de domingo à noite, o presidente Richard Nixon anunciou que os EUA suspendiam "temporariamente" a conversão de dólares em ouro. O "temporariamente" dura até hoje. Foi o fim de Bretton Woods e o nascimento do mundo em que você investe: TODAS as grandes moedas passaram a ser fiduciárias, valendo pela confiança, não por metal.
As consequências vieram rápido. Sem âncora, o câmbio entre as moedas passou a flutuar — nasceu o mercado de câmbio moderno, esse que mexe no seu dólar todo dia. E a década de 1970 virou o laboratório da inflação: nos EUA, choques do petróleo e emissão frouxa levaram a inflação a perto de 15% ao ano no fim da década — impensável sob o ouro.
Desde 1971, o dólar — a moeda mais forte do planeta — perdeu a maior parte do poder de compra: o que US$ 1 comprava em 1913 exige mais de US$ 30 hoje. Não é defeito escondido, é o design do sistema: moeda fiduciária troca a disciplina do metal pela gestão humana. E gestão humana exige um gestor — o assunto da próxima lição.
Trilha A história do dinheiro · 10 lições
- O que é dinheiro, afinal
- Bancos criam dinheiro (sim, do nada)
- O padrão-ouro e por que ele acabou
- Bretton Woods: o mundo ancorado no dólar
- 1971: o dia em que o dinheiro soltou a âncora
- Por que o mundo ainda aceita o dólar
- O Fed e os bancos centrais: quem pilota a moeda
- Inflação: o imposto que ninguém vota
- Plano Real, Selic e Copom: a paz cara da moeda brasileira
- O que essa história toca na sua carteira
No app (grátis), esta trilha vira uma jornada com quizzes, progresso salvo e lições interativas com documentos reais da SEC e da CVM.
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