Bretton Woods: o mundo ancorado no dólar
4 min de leitura · trilha A história do dinheiro
Julho de 1944. A Segunda Guerra ainda não tinha acabado e delegados de 44 países se trancaram num hotel em Bretton Woods, New Hampshire, pra desenhar o sistema monetário do pós-guerra. O acordo: o dólar americano seria conversível em ouro a US$ 35 a onça, e as outras moedas seriam atreladas ao dólar. Uma âncora de ouro — mas com um único país segurando a corrente.
Da mesma mesa saíram o FMI (pra socorrer países com problemas de balanço de pagamentos) e o que viraria o Banco Mundial (pra financiar a reconstrução). O sistema funcionou por quase três décadas e coincidiu com um período de crescimento forte nas economias centrais.
Mas tinha um defeito de nascença, apontado já nos anos 1960: o mundo inteiro precisava de dólares pra comércio e reservas, então os EUA precisavam emitir muito dólar — e quanto mais dólar circulando, menos crível ficava a promessa de trocar cada um por ouro a preço fixo. Era uma conta que um dia não fecharia. E quem fez a conta explodir foi Washington: guerra do Vietnã, gasto público crescendo e países (a França na frente) começando a trocar dólares por ouro de verdade.
Trilha A história do dinheiro · 10 lições
- O que é dinheiro, afinal
- Bancos criam dinheiro (sim, do nada)
- O padrão-ouro e por que ele acabou
- Bretton Woods: o mundo ancorado no dólar
- 1971: o dia em que o dinheiro soltou a âncora
- Por que o mundo ainda aceita o dólar
- O Fed e os bancos centrais: quem pilota a moeda
- Inflação: o imposto que ninguém vota
- Plano Real, Selic e Copom: a paz cara da moeda brasileira
- O que essa história toca na sua carteira
No app (grátis), esta trilha vira uma jornada com quizzes, progresso salvo e lições interativas com documentos reais da SEC e da CVM.
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