1720: a bolha que enganou até Newton
3 min de leitura · trilha Bolhas e manias
Londres, 1720. A South Sea Company convence o parlamento a trocar dívida pública por ações suas, e o papel vira febre nacional: de ~£128 em janeiro a quase £1.000 em agosto. No embalo, dezenas de "companhias-bolha" abrem capital pra qualquer coisa — os registros da época listam até um prospecto prometendo "um empreendimento de grande vantagem, que ninguém deve saber qual é". E encontrou compradores.
Isaac Newton, o homem que descreveu a gravidade, comprou cedo, vendeu com lucro… e viu o papel continuar subindo sem ele. Voltou perto do topo, com muito mais dinheiro — e perdeu uma fortuna no desabamento até dezembro (a frase "consigo calcular o movimento dos astros, mas não a loucura dos homens" é atribuída a ele; a perda é a parte documentada).
A lição de Newton não é sobre inteligência — é sobre o que a inteligência não protege. Ver o vizinho enriquecendo com algo que você largou é uma das pressões mais corrosivas do mercado: tem nome na trilha de psicologia (FOMO) e cobrou caro do maior gênio da era.
Trilha Bolhas e manias · 9 lições
- 1637: a tulipa que valia uma casa
- 1720: a bolha que enganou até Newton
- 1929: comprando com 10% de entrada
- Anos 70: as ações "de decisão única"
- 1989: o Japão compra o mundo (e espera 34 anos)
- 2000: a internet estava certa — o preço, não
- 2008: o triplo A que era lixo
- 2021: o cassino no bolso
- A anatomia: o padrão que se repetiu 8 vezes
No app (grátis), esta trilha vira uma jornada com quizzes, progresso salvo e lições interativas com documentos reais da SEC e da CVM.
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