1989: o Japão compra o mundo (e espera 34 anos)
3 min de leitura · trilha Bolhas e manias
Fim dos anos 80: o Japão parece imparável — indústria dominando o mundo, imóveis e bolsa em espiral, livros ensinando o Ocidente a copiar o modelo japonês. No auge, uma estimativa famosa da época calculava que só o terreno do Palácio Imperial, em Tóquio, valia mais que toda a Califórnia. Em 29 de dezembro de 1989, o índice Nikkei fecha em 38.915 pontos, o topo histórico.
Não houve um crash de um dia — houve uma deflação de décadas. Bolsa e imóveis derreteram ao longo dos anos 90, os bancos ficaram entupidos de crédito podre e a economia entrou nas "décadas perdidas". O Nikkei só voltou a superar o fechamento de 1989 em fevereiro de 2024: 34 anos depois.
O Japão responde à objeção clássica "mas desta vez o país é sério, a economia é forte": era verdade, e não salvou ninguém. Não existe economia forte o bastante pra sustentar qualquer preço — e "comprar e esperar" tem prazo de validade humano. Poucos investidores têm 34 anos pra devolver um erro de entrada.
Trilha Bolhas e manias · 9 lições
- 1637: a tulipa que valia uma casa
- 1720: a bolha que enganou até Newton
- 1929: comprando com 10% de entrada
- Anos 70: as ações "de decisão única"
- 1989: o Japão compra o mundo (e espera 34 anos)
- 2000: a internet estava certa — o preço, não
- 2008: o triplo A que era lixo
- 2021: o cassino no bolso
- A anatomia: o padrão que se repetiu 8 vezes
No app (grátis), esta trilha vira uma jornada com quizzes, progresso salvo e lições interativas com documentos reais da SEC e da CVM.
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