Metodologia
De onde vêm os dados, com que frequência são atualizados, como calculamos cada indicador e quais são os limites do que mostramos. Sem caixa-preta.
01 · De onde vêm os dados
Todo dado do Synesis vem de fonte pública e oficial; nada é inventado. Se um número não é verificável, ele não entra. A lista completa das fontes, inclusive as de notícias, câmbio e as que são transcritas à mão, está em Créditos e Fontes; abaixo estão as que alimentam os indicadores.
As 10 primeiras são as fontes de smart money: quem declarou o quê a um regulador. As três últimas (FINRA, Banco Central e as cotações) entram como régua de comparação: elas não dizem nada sobre o que um gestor comprou.
Carteiras de ações dos hedge funds dos EUA (obrigatório para quem gere +US$ 100 mi).
Composição das carteiras das gestoras brasileiras, reportada oficialmente à CVM. As casas de valor mais conhecidas pedem sigilo temporário, então a carteira delas só fica pública muito depois.
Compras e vendas de ações da própria empresa por executivos e diretores (insiders) nos EUA.
Negociações de administradores (diretoria, conselho, controlador) nas próprias empresas brasileiras, o equivalente BR do Form 4. Divulgado por órgão, não por pessoa.
Eventos materiais que empresas dos EUA são obrigadas a divulgar (aquisições, troca de comando, fatos relevantes fora do calendário).
Participações relevantes (acima de 5% de uma empresa) declaradas por investidores institucionais.
Negociações de ações declaradas por deputados dos EUA sob o STOCK Act.
Contratos federais dos EUA por empresa (Lei DATA Act). Quem o governo mais paga.
Gasto de lobby declarado por empresa (Lobbying Disclosure Act).
Patrimônio e renda que o Trump declara oficialmente como agente público. Transcrito à mão do PDF oficial; ver Créditos e Fontes.
Selic meta, CDI (diário e acumulado) e IPCA: a régua com que o app compara rendimento e inflação.
Posições vendidas consolidadas (short interest) por ativo: o total do mercado, não só os fundos do catálogo.
Cotações de ações e criptomoedas, para calcular valores e variações atuais. NÃO é tempo real: serve para acompanhar, nunca para executar ordem.
02 · Como calculamos os indicadores
Quantas fontes independentes (hedge funds via 13F, gestoras via CVM, insiders via Form 4 e Congresso via STOCK Act) estão posicionadas no MESMO ativo. Quanto mais fontes apontam para o mesmo lugar, mais robusto o sinal. É uma contagem factual, não uma previsão.
Soma até dois sinais que podem vir de instituições diferentes: o peso da posição na carteira da gestora brasileira com maior percentual nela (via CVM) e o rank da posição no fundo americano mais bem colocado (via 13F) — juntos, até 70 pontos — mais a direção do movimento mais recente de quem deu o sinal mais forte dos dois: abriu, reforçou, reduziu ou zerou (até 30 pontos; sempre da MESMA fonte que definiu o peso, nunca misturada com outra). Quando os dois lados contribuem, o tooltip do indicador nomeia os DOIS — gestora BR e fundo US, cada um com sua fonte e período — não só um. Não publicamos o peso exato de cada critério, só o resultado e o detalhe por trás dele. A fórmula tem versão registrada (v1 · 2026-07, vigente desde jul/2026); se algum peso mudar, a versão sobe e a mudança aparece aqui; o número de ontem não muda no seu histórico sem aviso.
Para um ativo, mostra quantos dos 44 fundos do catálogo abriram/reforçaram vs. reduziram/zeraram a posição, trimestre a trimestre, ao longo dos trimestres em que aquele ativo apareceu em algum 13F (até 8; a maioria dos ativos tem bem menos, e um ativo novo pode ter um só). É uma contagem de eventos já reportados, nunca uma projeção do próximo trimestre.
Cruza blue chips brasileiras negociadas direto na NYSE via ADR (Itaú, Vale, Petrobras e outras) com quem detém a MESMA empresa no Brasil via CVM. Ordem sempre alfabética, nunca por quantidade de gestoras/fundos, pra não parecer força de sinal.
O quanto a sua carteira brasileira coincide com o que as gestoras de valor reportaram à CVM, por sobreposição de ativos e peso. É descritivo: mostra onde você está junto (ou não) das casas de valor.
Um indicador descritivo da carteira: o quanto ela está concentrada e em quantas posições está dividida. Os dois limiares vêm de fora: o de 10% por emissor é o que a CVM fixa para fundos (Resolução 175, Anexo I, art. 44, II) e o de 30% nas três maiores é o gatilho dos Merger Guidelines do DOJ/FTC. A quantidade de classes de ativo PONTUA, com o menor peso dos três (25 de 100), e é o único critério sem fonte externa: não existe número oficial de quantas classes uma carteira deve ter. Não define percentual ideal de nenhuma classe, não avalia adequação; não é nota de "qualidade de investimento" nem recomendação. Ver a seção 02b para a régua de cada número.
02b · De onde vem cada régua do Synesis Scorerégua v2 · 2026-08
O Score mede três coisas: o quanto a carteira está concentrada, em quantas posições ela está dividida e entre quantas classes de ativo. Os dois primeiros usam limiares que não foram escolhidos por nós; cada um está abaixo com o documento e o artigo. O terceiro é critério nosso e não tem fonte externa; ele carrega o menor peso dos três e está listado igual aos outros, porque omitir de uma página de transparência um critério que pontua seria pior do que ele não ter fonte.
A regra vale para fundos de investimento, não para pessoa física, e nem para todo fundo: as classes "Ações" e "Multimercado" podem passar do limite se o regulamento previr (art. 56, § 2º e art. 58). Aqui o número é referência de leitura, não uma regra que se aplique a você.
Foi escrito para medir concentração de MERCADO entre empresas concorrentes, não carteira de investidor. O uso aqui é analogia, não citação de uma norma que trate de carteira.
Não é um limite escrito na norma: se nenhum emissor pode passar de 10%, são necessários pelo menos 10 emissores para preencher a carteira. O número é dedução nossa a partir do artigo, não citação dele.
Sem fonte externa: não existe norma, guia ou índice que estabeleça quantas classes de ativo uma carteira deve ter. Este é o único critério do Score escolhido por nós, e ele vale menos pontos que os dois que têm régua publicada.
Dois dos três limiares acima têm fonte; o de classes de ativo não tem, e está marcado como tal. A curva da penalidade também não tem: nenhuma norma diz quantos pontos uma carteira deve perder por passar do limite. A nossa cresce do limiar até o triplo dele, onde satura. É escolha nossa e está escrita aqui para poder ser contestada.
O número de posições efetivas (1 dividido pelo índice Herfindahl-Hirschman) aparece sem faixa de referência de propósito: não existe quantidade certa de posições efetivas. Ele descreve, não julga.
03 · Limitações (o que você precisa saber)
O 13F, a CVM e o Congresso são publicados com atraso. A "foto" que você vê é do passado (do último relatório disponível); o gestor pode já ter mudado a posição. Sempre mostramos a data de referência.
A leitura por IA sintetiza os fatos que já estão na tela: é uma interpretação, não uma verdade absoluta nem uma bola de cristal. Pode conter imprecisões. Use como ponto de partida, não como conclusão.
Se a SEC, a CVM ou o Yahoo publicam algo com erro, esse erro pode aparecer aqui. Filtramos valores absurdos, mas a fonte primária é de terceiros.
Os preços vêm de serviços públicos de mercado (CoinGecko/Yahoo) com atraso de até ~30 minutos, e podem falhar pontualmente. Servem para acompanhar a carteira, nunca para conferir preço na hora de executar uma ordem.
Rastreamos um conjunto selecionado de fundos, gestoras e empresas, não o mercado inteiro. A ausência de um ativo não significa nada sobre ele.
Perfis de gestores, participações declaradas em documentos avulsos, empresas de venture capital, a lista de FIIs e a declaração OGE 278e não vêm de download automático: alguém lê o documento oficial e transcreve. Isso é mais lento para atualizar, e está identificado em Créditos e Fontes.
04 · Aviso importante
O Synesis é uma ferramenta informativa e educacional. Tudo o que mostramos é descritivo: o que investidores institucionais, insiders, o Congresso e o governo fizeram, segundo registros públicos.
Não é recomendação de investimento, consultoria ou análise de valores mobiliários. O Synesis não é credenciado pela CVM para recomendar a compra ou venda de ativos, e nada aqui deve ser interpretado como tal. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. Decisões de investimento são de sua responsabilidade; consulte um profissional habilitado.